Breve Histórico

Tupã 77 anos

Foi fundada no dia 12 de outubro de 1929, por Luiz de Souza Leão, numa região de floresta virgem, no espigão dos rios do Peixe e Feio (ou Aguapeí), traçado da Ferrovia. E o nome escolhido - TUPÃ (o Deus do Trovão ou Espírito Bom) surgiu com a finalidade de homenagear os primitivos habitantes do local, os índios.

Tupã surgiu à sombra do cultivo do café, transformando-se, com o apoio direto dos imigrantes, que também ajudaram a ocupar o interior do Estado de São Paulo. São as colônias de Letos, Japoneses, Portugueses, Italianos, Espanhóis, Sírios, etc. Com o fim desse ciclo de riquezas do café, iniciou-se um longo período de transformação e adaptação para a agropecuária. O gado, o algodão e o amendoim passaram a ser a nova moeda forte da região. O trem, a industrialização da carne, do amendoim e do algodão acabariam por delinear o progresso da cidade, ligando-a, às regiões Noroeste, Sorocabana, norte do Paraná e Mato Grosso.

O DISTRITO DE TUPÃ foi criado junto ao município de Glicério, através do decreto estadual nº 6.720 de 02.10.1934. Pelo Decreto Estadual nº 9.775 de 30.11.1938, foi criado o MUNICÍPIO DE TUPÃ, sua instalação ocorreu em 01.01.1939.

Origem do Nome

(Do tupi, tupã) O trovão e, depois da chegada dos europeus, simplesmente Deus. Deve-se frisar, a respeito, que tupã não designava, originalmente, nenhuma entidade mitológica indígena. Foram os jesuítas que, quando aportaram na nova terra,  perceberam que os primeiros habitantes do Brasil temiam, de forma muito especial, o trovão. Concluíram, não sem uma certa razão, que o conceito poderia ser aplicado ao Deus cristão, isto é, a um Deus, sobretudo, poderoso, arquétipo evidente de uma força tida como sobrenatural, terrível por representar, também, o poder sobre a vida e a morte. Com respeito a esse assunto, alias, acrescente-se que, na Igreja Pantocrator, ou seja, o Cristo, literalmente, “Todo Poderoso”, substituiu a figura do deus pagão Zeus, cujo poder, como se sabe, provinha de raios. É evidente que a transposição das mesmas faculdades a um Deus, que os indígenas passavam a imaginar como senhor dos trovões, tinha algo a ver com o imaginário dos homens em todos os tempos. Seja como for, o lugarejo cresceria com esse nome e, em 1938, Tupã se emanciparia de Glicério, a partir do desmembramento territorial dos municípios de Araçatuba, Birigui, Glicério e Marilia.

Adjetivo Pátrio – Tupãense

Data de Emancipação – 30/11/1938

Estação Ferroviária

Aberta em 1941, a estação de Tupã permaneceu como ponta de linha por muitos anos, até 1949. A cobertura metálica da plataforma foi transferida para Tupã da antiga estação de Guatapará. A estação sofreu uma grande reforma em 1969/70. Em 1986, o relatório de instalações fixas da Fepasa considerava o estado da estação como "perfeita". Hoje (2005), a situação é bem diferente, estando a estação no mesmo abandono de outras pelo Estado afora.

Solar Luiz de Souza Leão

Residência de um dos fundadores do Município de Tupã, Sr Luiz de Souza Leão. Após sua morte em 1980, o local foi transformado em Solar.
Esta residência foi construída em 1933.
Patrimônio tombado pelo CONDEPHAAT em 1969, e é um Patrimônio Histórico Cultural.
Conservado em todos os traços de originalidade. Construído em alvenaria, tacos de peroba no assoalho e azulejo português nas paredes.
Todos os cômodos estão abertos à visitação pública, com móveis e decoração da época.
O jardim da casa abriga espécies nativas, como Pau Brasil, Cedro, entre outros.